O Bolsa Família é considerado um dos principais programas de transferência de renda do país, alcançando milhões de brasileiros e garantindo melhores condições de subsistência às famílias em situação de vulnerabilidade.
De acordo com o portal UOL, em 12 dos 27 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, há mais beneficiários do programa do que trabalhadores com carteira assinada no setor privado. Os dados têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado em 28 de maio, que não contabiliza o funcionalismo público.
O Maranhão aparece em primeiro lugar nesse cenário de maior dependência do benefício: são aproximadamente 669 mil empregos formais, frente a 1,2 milhão de famílias atendidas. Na outra ponta, Santa Catarina registra a menor disparidade, com 11 trabalhadores formais para cada beneficiário do Bolsa Família.
É importante destacar que o programa é destinado a famílias cuja renda mensal, somada, não ultrapassa um salário mínimo. Em 2024, esse valor era de R$ 1.412 e passou a R$ 1.518 em 2025. Já o salário médio no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, alcançou R$ 3.225 em 2024, o maior da série histórica.
Estados com maior dependência do programa estão no Norte e Nordeste. Confira a lista de beneficiários por cada estado:
- Acre – 132,5 mil beneficiários
- Alagoas – 533,4 mil
- Amapá – 123,17 mil
- Amazonas – 645,5 mil
- Bahia – 2,46 milhões
- Ceará – 1,45 milhão
- Maranhão – 1,23 milhão
- Pará- 1,34 milhão
- Paraíba – 667,6 mil
- Pernambuco – 1,58 milhão
- Piauí – 590,3 mil
- Sergipe – 378,8 mil
Para ter direito ao programa social, a principal regra é que a renda de cada pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês. Por exemplo, se apenas um integrante da família tem renda e recebe um salário mínimo (R$ 1.518), e nessa família há sete pessoas, a renda de cada um é de R$ 216,85 e está elegível ao Bolsa Família.

